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Dancer in the Dark. Dir. Lars Von Trier. 2000

Postado em Lars Von Trier com as tags em 11 Setembro, 2006 por antoniofelipesilva
1964, Estados Unidos. Uma mulher em terras estranhas em busca de uma vida melhor. Vítima de uma doença incurável que a leva progressivamente à cegueira, Selma (Bjork) não desiste mesmo assim, de trabalhar, com o objetivo de, com o dinheiro, prover a cura para a doença que seu filho certamente herdará.

A interpretação de Bjork é brilhante. Sua voz e seu carisma dão à personagem Selma uma profundidade e um espírito lúdico que facilmente acomete o público à uma familiaridade inevitável. A frieza e o distanciamento do diretor Lars Von Trier, já aqui comentado em Dogville, parece casar-se perfeitamente com o encanto da personagem representada por Bjork. A simplicidade dos fatos que se desenvolvem na narrativa e das pessoas que se apresentam em cena retratam uma realidade bucólica, porém, cruel. Esse é o ponto que Trier sempre insiste em seus filmes.

A grande questão do filme é: Pode-se ser inocente de um assassinato a sangue frio? Selma mata um policial, seu vizinho, após ir à casa dele pegar o dinheiro que ele havia roubado dela anteriormente. Envergonhado do que fez, ele pede para que ela o mate. Selma, confusa e sem plena visão do que ocorre, o mata com tiros, ao que me parece, e essa é uma interpretação muito particular, de misericórdia.

O dinheiro roubado pelo policial era fruto de anos de trabalho de Selma para pagar uma cirurgia para seu filho. A tal doença é incurável, mas Selma mantém em sua mente essa fantasia pagando com sua vida numa forca norte americana.

Um filme genial de Lars Von Trier. Qualidades humanas como a confiança e a sinceridade são colocadas em foco num cenário onde o “mal”, inerente das ações humanas, vitima os mais fracos.

Confira o trailer:

Dogville – Dir. Lars Von Trier

Postado em Lars Von Trier com as tags em 8 Maio, 2006 por antoniofelipesilva


Lars Von Trier, ao meu ver, lançou um novo paradigma de cinema. O importante não é o lugar, ou melhor, a realidade seca e pontual, mas as pessoas desse lugar.

Dogville é um lugar que está em toda parte, em todo canto. Não. Podemos pensar diferente. Todo mundo está em Dogville. Todos fazem Dogville tornar-se realidade.

A moral é o objeto de ostentação de todos, mas possui a peculiar natureza de não estar em parte alguma, mas existe apenas como mera aparência. O que existe não é a moral, mas a aparência de moral.