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Det sjunde inseglet. Dir. Ingmar Bergman. 1957

Postado em Ingmar Bergman com as tags em 13 Agosto, 2006 por antoniofelipesilva
Guerra, peste e fome. O filme “O sétimo selo” inserido no apogeu da crise do sistema feudal no séc. XIV, mostra com clareza o trinômio que põem fim a um período histórico: “Guerra”, “Peste” e “Fome”, faltava o quarto cavaleiro apocalíptico que é representado no papel da “Morte”.

O filme começa com a leitura do livro do Apocalipse, em que o anjo começa por abrir os selos do pequeno livro da verdade. Antonius Block (Max von Sydow) é um cavaleiro que volta das cruzadas e encontra a Suécia devastada pela peste negra. Numa certa manhã, na praia, enquanto descansa com seu cavalo, tem um encontro com a Morte (Bengt Ekerot) que diz a ele que chegou sua hora, que deve levá-lo, pois seu tempo acabou. Antonius propõe á Morte, com o propósito de ganhar tempo, um jogo de xadrez. Um cavaleiro medieval diante de um tabuleiro com a Morte. (Parece ironia; não é sem propósito que ouvi risos do público no cinema).

É possível notar um tom existencialista nessa história. O fim de uma era é encarado como o fim do mundo. O jogo de xadrez é o homem velho do medievo em confronto com seu fim inevitável. A cena do jogo mortal se dissolve e vemos nosso protagonista numa igreja procurando um sentido para a vida. Questionamentos, indagações invadem e tomam forma em seu pensamento. Antonius procura se esquivar de seu fim, mas percebe que é preciso saber lidar com ele. Procura então algo bom por fazer, uma boa ação; algo que alivie sua consciência. O cavaleiro revela seu medo, sua esperança, revela querer o conhecimento da vida, seu propósito, o porquê dele estar onde está. Mas quem o ouve atrás do véu do confessionário é a Morte que descobre qual será sua próxima jogada que colocará seu rei em xeque.

Trailer do filme: